Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

Além Douro Digital

Informação da Região Norte de Portugal

Além Douro Digital

Informação da Região Norte de Portugal

Mais de cinco mil pessoas sem abrigo em Portugal. Há "luxos" para refugiados

Cinco milhares de sem abrigo vivem nas ruas de várias cidades e muitos outros milhares de portugueses vivem de donativos de anónimos, mas os governantes de Portugal preferem uma publicidade exterior de que somos um país abastado e afável. Tal como fez Salazar na 2ª guerra mundial em que enviava comboios de viveres para as tropas de Hitler onde nas carruagens se poderia ler: " Sobras de Portugal".

Tal como nestes tempos em que os cidadãos nacionais passam por graves privações enquanto os nossos governantes usurpam e delapidam o trabalho e direito de cidadania de todos os portugueses.

Refugiados.jpg

 Chegaram este sábado a Portugal cinco famílias da Síria e Sudão. Durante dez meses vão morar em Lisboa, Sintra e Penela. Os 22 refugiados sírios e sudaneses que aguardaram nove meses no Egito pela reinstalação em Portugal, sob mandado do ACNUR. Este sábado chegaram 13 adultos, sete crianças e dois bebés. Uma família síria ficou em Lisboa, a cargo do Serviço Jesuíta aos Refugiados (JRS), outra deslocou-se para Sintra sob orientação do Conselho Português para os Refugiados (CPR) e a três restantes viajaram até Penela, onde serão integradas pela Fundação Assistência, Desenvolvimento e Formação Profissional (FADFP).

Fouad Ahmed, sírio, 44 anos, foi o primeiro a sair da porta das chegadas do Aeroporto da Portela. A liderança fez-se notar ainda durante a viagem. Por ser o único que fala inglês ajudou a mediar conversas e dúvidas. A passagem do grupo pela gare aeroportuária foi rápida e silenciosa. Estava combinado que não haveria conversas com os jornalistas e a captação de imagens estava limitada a planos amplos. Cinco famílias, os homens todos vestidos à ocidental, as mulheres de cabeça coberta – só uma a usar niqab, que lhe deixava apenas os olhos a descoberto -, todas de vestes longas, as sudanesas mais coloridas, as sírias mais discretas. Saltos altos a marcar a importância da ocasião, mas também ténis, mais adequados à viagem longa que os trouxe do Egito, com escala em Munique, na Alemanha. Nove.

No domingo poderão chegar os restantes 22, anunciou o diretor nacional do SEF, António Beça Pereira. No total, o grupo de 44 é composto por casais entre os 24 e os 40 anos com uma média de três filhos menores, a maior parte com menos de doze anos.  As profissões desempenhadas nos países de origem são variadas, desde canalizador, alfaiate, vendedor até contabilista ou técnico de físico-química. A maior das mulheres não trabalhavam. Os refugiados beneficiam do estatuto de refugiado e terão direito a autorização de residência por um período de 5 anos, renovável. Os programas de acolhimento e de integração terão uma duração de dez meses após o que, em caso de insuficiência económica, continuarão a ser apoiados em condições idênticas às dos cidadãos nacionais.

Os sem-abrigo portugueses continuam debaixo do cartão!

Pelo menos 4.420 pessoas viveram em jardins, estações de metro ou camionagem, paragens de autocarro, estacionamentos, passeios, viadutos, pontes e abrigos de emergência. Esse é o número de pessoas acompanhadas no âmbito da Estratégia Nacional para a Integração das Pessoas em Situação de Sem-Abrigo.

pobreza.jpg

 

Não espelha o fenómeno na sua totalidade. Nela não entram muitos dos que vivem em prédios devolutos, tão pouco os sem-tecto no concelho de Lisboa, onde a Santa Casa da Misericórdia.

Para o presidente da União das Misericórdias Portuguesas, "estes números são significativos, mas pecam por defeito. "Em Lisboa, por exemplo, o número de pessoas a viver na rua duplicou ou triplicou nos últimos dois anos.

Já foram 17, agora são 14 os núcleos investidos da missão de garantir que ninguém está mais de 24 horas na rua a menos que essa seja a sua vontade: Almada, Amadora, Aveiro, Braga, Cascais, Coimbra, Faro, Figueira da Foz, Lisboa, Oeiras, Porto, Seixal, Setúbal e Vila Nova de Gaia.

O presidente da Cruz Vermelha Portuguesa (CVP), defende que é necessário distinguir dois grandes grupos de sem-abrigo e adoptar medidas diferenciadas: os que, devido a problemas de alcoolismo, toxicodependência ou patologias mentais, caíram na rua e habituaram-se a viver desse modo, e os que foram conduzidos à rua na sequência de situações graves de desemprego que os levaram a perder a habitação. "Se o primeiro grupo constitui uma população mais ou menos permanente, o segundo não está preparado para viver na rua e tem vergonha de pedir ajuda". 

São estes últimos que lhe causam mais preocupação, incentivando-os a procurarem ajuda nas instituições e na Segurança Social. "Temos sido contactados pela própria Segurança Social para encontrar uma solução transitória para estas pessoas, o que nem sempre tem sido fácil", reconhece o presidente da Cruz Vermelha, que teme que o desespero desta famílias leve alguns dos seus membros a praticar actos radicaism tais como o suicidio. 

Mais sobre mim

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2017
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2016
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2015
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D