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Além Douro Digital

Informação da Região Norte de Portugal

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Violência domestica aumentou 60% no distrito de Viseu

Homem sem casa dorme na rua por ordem do juiz.

Sendo do conhecimento de todos aqueles que estão ligado de forma direta ou indireta à problemática da violência domestica que o epicentro de tal "terramoto" se mantêm no sexo feminino, os homens continuam na linha da frente como agressores, na ordem dos 90%. Apenas 10% das queixas foram formalizadas por homens. Só no distrito de Viseu os registos de violência domestica aumentaram 60%, antes mesmo de ter terminado o primeiro semestre de 2016, relativo a igual período de 2015.

Perante os dados registados no Ministério Publico, através de queixas diretas ou por canais da GNR ou PSP, é cada vez mais preocupante as alterações comportamentais da vivencia em casal e mesmo dentro das quatro paredes conjugais. Estarão os conjugues mais agressivos? Ou será que existe alguma falta de imparcialidade por parte das autoridades quanto a esta tipificação criminal? Certo e sabido que todos estes crimes têm vindo a fazer vítimas com mais ou menos gravidade, depois de terem apresentado múltiplas queixas na autoridade policial ou judicial. As medidas de coação aos supostos arguidos apenas têm aumentado a violência física, porque as vítimas não são protegidas convenientemente dos seus agressores. Muitas vezes as vítimas acabam por ser assassinadas depois do agressor ter sido presente em tribunal. Tal como aconteceu no mais mediático caso conhecido como "Palito", ocorrido numa aldeia do concelho de S. João da Pesqueira.

Sendo este crime publicitado pelos próprios órgãos criminais ou associações ligada a interesses na violência conjugal; sendo os que mais tempo de publicidade ocupa nos órgãos de comunicação; sem que quem de direito se preocupe em analisar quem negligencia ou lucra com tal publicidade!

Quando o agressor/a pode matar!

Violencia domestica.jpgNa passada terça-feira, no concelho de S. João da Pesqueira, um homem tentou redimir o desentendimento que vinha a manter há mais de 20 anos com a mulher, mas não tiveram a finalização esperada."Tenho vindo a ser vítima da minha mulher, mas por vergonha nunca apresentei queixa dela. Agora estou abraços com a justiça. Há dias pedi a duas pessoas para falarem com a minha mulher afim de acabarmos com este litigio, mas foi pior. Começou logo a insultar-me e a dizer que o processo ia para a frente. Como não fiquei calado, ela telefonou para a GNR. Já quando estava a explicar os acontecimentos à GNR, ela apareceu com um martelo de bater bifes e disse aos guardas que a quis matar com aquilo. Mesmo eu dizendo que era mentira fui logo detido e, ontem, quarta-feira, fui presente ao juiz no tribunal de Moimenta da Beira", afirmou o homem queixoso da justiça e envergonhado pelas acusações.

O juiz que ouviu o arguido em primeiro interrogatório aplicou-lhe como medidas de coação: não se aproximar da suposta vítima e ficou obrigado a sair da casa que os mesmo coabitam há mais de 30 anos. "Não tenho outro local para dormir ou comer. A minha advogada disse-me para ir à Assistência Social. Vou montar uma barraca no adro da igreja e dormir aí! O que vais ser da minha vida? Perguntou J.M.

Perante uma suposta vítima que está referenciada como agressora psicológica e um suposto agressor a ser investigado por insuficientes de factos, todas as probabilidades devem ser ponderadas: vivendo os cônjuges numa pequena aldeia a qualquer momento se podem encontrar e dai resultar um desfecho fatal. Mas, os responsáveis indiretos ficarão sempre impunes...

 

 

 

 

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