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Além Douro Digital

Informação da Região Norte de Portugal

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Dona do gato condenada. Para quando condenar as touradas?

O Tribunal de Vila Flor condenou, a uma pena de multa, a proprietária do animal usado na Queima do Vareiro, também conhecida como Queima do Gato, um ritual realizado na aldeia de Mourão, concelho de Vila Flor, a 24 de junho de 2015, na noite de S. João.

O juiz considerou que a utilização de um animal no ritual "é um ato bárbaro" que merece ser punido, mas considerou que não "justifica a pena de prisão", porque a arguida não tem antecedentes criminais e não se provou que tenha participado em todos os atos do ritual da noite de S. João.
O tribunal deu como provados a maioria dos factos que constam na acusação e por isso condenou Rosa Santos, de 64 anos, a uma pena de 90 dias de multa, à razão diária de cinco euros, o que perfaz um total de 450 euros.
Alexandra Moreira considerou que o processo é "histórico" por ser a primeira vez em Portugal que se discute um caso de maus tratos a animais inserido numa prática de uma coletividade e num ritual. Mas, como defensora dos animais não se quis pernunciar quanto às touradas.

GATO QUEIMADO VIVO EM FESTA POPULAR GERA REVOLTA

A arguida no processo, Rosa Santos, foi a única pessoa que a GNR conseguiu identificar, pois ela mesma se apresentou a vários jornalistas, que se deslocaram a Mourão para fazer a reportagem, depois do caso ter sido denunciado nas redes sociais através de um vídeo, como sendo "a dona do gato farrusco", usado nas festividades.

Vila Flor dona do gato condenada Rosa Santos - Mou

Rosa Santos acabou por ser constituída arguida pela GNR a mando do Ministério Publico. A mulher acabou por ser acusada  e sentou-se no banco dos réus como coautoria material, na forma consumada, de um "crime de maus tratos a animais de companhia, punível com pena de prisão até um ano ou pena de multa até 120 dias, e em caso da morte do animal ou privação de importante órgão ou membro ou a afetação grave e permanente da sua capacidade de locomoção, com pena até dois anos ou multa até 240 dias".

Sofrimento dos touros não é condenável....
Enquanto a justiça tem ao seu dispor leis e mais leis para quem mal-trata animais, o mesmo não vem acontecendo com as touradas onde os bovinos são acossados antes de entrarem na arena e mesmo depois enquanto são transferidos para o matadouro. Isto alguns dos animais. Mesmo que a lei assim o obrigue. alguns dos animais voltam para os prados e outros são mesmo desviados para matadouros clandestinos, com o olhar para o lado das autoridades. Tal como tem vindo a acontecer com as touradas em determinados concelhos do interior, onde as praças moveis servem para que um conhecido tenente-coronel da GNR colabore nessa ilegalidade. Todos sabem, mas falta coragem...
Este ano, Mourão voltou a celebrar o S. João, mas dentro do pote de barro foram colocadas bolas de plástico, uma delas com 50 euros, o que também é ilegal, "destruir um bem do Estado":.

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